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precificação de produtos

COMO É FEITA A PRECIFICAÇÃO DE PRODUTOS? DESCUBRA AGORA

Fazer a precificação de produtos da forma correta talvez seja um dos maiores desafios enfrentados pelos empreendedores, especialmente os que estão começando o negócio.

Pois, precificar envolve não só o custo de produção ou de aquisição do produto.

Mas sim uma série de outros fatores importantes e que interferem no contexto financeiro geral da empresa.

Pensando nisso, neste post vamos te ajudar a entender os fatores que você precisa ficar entender para fazer a precificação de produtos.

Porque fazer a precificação de produtos corretamente?

Com uma boa precificação, é possível ter um valor de venda justo para os clientes, que garanta a margem de lucro da empresa e que seja coerente com o mercado como um todo, evitando que se tenha maiores problemas com as finanças.

Desse modo, nem se perderá vendas por preços muito elevados e incoerentes e também não se terá prejuízo ou uma margem de lucro insatisfatória para manter a saúde financeira da empresa.

Empresas que sabem como fazer a precificação de produtos de forma bem embasada conseguem ter muito mais segurança na hora das vendas e no momento que for necessário negociar algum desconto ou estipular alguma promoção do produto.

Essas organizações se destacam quando o assunto é gestão financeira e conseguem visualizar de uma forma otimizada os reais custos que a comercialização de um produto envolve. 

Como fazer a precificação de produtos?

Agora que entendemos porque é importante, vamos para a prática?

1. Entenda os gastos da empresa

O primeiro passo para se saber o quanto cobrar em cima de um produto é fazer um levantamento de gastos da empresa de forma geral, ou seja: todas as saias da organização, não só as que se relacionam diretamente com o produto.

Para isso, é importante que a empresa possua um sistema para controlar as entradas e saídas, o que pode ser feito através de um sistema financeiro ou alguma planilha de controle financeiro.

Assim, é preciso ter esses dados de um bom período de tempo para que os cálculos sejam assertivos e o custeio do produto seja correto, no mínimo um ano de dados. 

Com os dados, é preciso dividi-los para visualizar como estão envolvidos com o produto.

Para isso, existem duas classificações de extrema importância que devem ser feitas: custos ou despesas e fixos ou variáveis.

levantamento de gastos
Foto de Karolina Grabowska no Pexels

Custos e despesas

  • Custos: são todos os gastos que possuem relação direta com o produto. Normalmente, gastos envolvidos com a produção ou aquisição do produto. Exemplos: embalagens, matéria-prima e mão de obra.
  • Despesas: representa o conjunto de gastos que não tem relação direta com o produto mas são necessários para o funcionamento da empresa. Exemplos: internet, materiais de escritório e conta de energia da parte administrativa.

Fixos e variáveis

  • Fixos: é o conjunto de gastos o qual o valor não muda mediando o aumento ou diminuição do volume de produção e venda. Exemplo: aluguel de equipamentos para produção.
  • Variáveis: se alteram de acordo o volume de produção ou venda. Exemplo: matéria-prima.

Ambas as classificações são de extrema importância, não só para o custeio, mas também para que a gestão da empresa consiga visualizar os gastos de forma geral, identificar os que podem ser reduzidos de forma estratégia.

Agora falando dos custos em específico, devem ser separados em duas classificações também:

  • Diretos: custos que conseguem ser atribuídos de forma simples ao produto.
  • Indiretos: são aqueles que não se consegue atribuir de forma direta a um produto, sendo necessários cálculos para definir o quanto daquele custo está embutido no produto.

Quando se tem um custo indireto, é necessário realizar o rateio deste custo que nada mais é do que definir quanto desse custo está envolvido na oferta de uma unidade do produto. 

Para ilustrar melhor, um exemplo no qual é necessário fazer um rateio é quando se tem uma fábrica de pães e se deseja saber quanto da conta de energia é necessário para produzir uma unidade de pão.

Nesse caso, é preciso saber:

  • Quais máquinas não usadas para fazer esse pão;
  • informações sobre o consumo de energia dessas máquinas;
  • tempo de uso de cada uma;
  • etc.

São diversas variáveis e cálculos que fazem esse método ser complexo e pouco usado.

Pela complexidade do processo de rateio, o método do custeio por absorção (que será explicado mais a frente) não é tão usado, pois precisa desses complexos cálculos para se chegar no preço unitário dos produtos.

2. Defina o custo do seu produto

Custeio por absorção 

Nesse método de custeio, os produtos absorvem todos os custos necessário para  a produção de venda desse item.

Assim, engloba custos diretos, indiretos, fixos e variáveis.

Por mais que esse processo seja um dos mais complexos para precificar, ele é o mais aceito de forma contábil e legal.

Custeio variável

Já o custeio variável é bem mais simples, pois considera só os custos variáveis que estão ligados àquele produto para a formação do custo unitário de cada item.

Por ser tão simples e até mais gerenciável, esse método é um dos mais usados para a formação do custo do produto, pois permite que seja calculado de forma mais rápida e alterado sem grandes problemas.

Contudo, é importante ressaltar que esse formato não é aceito legalmente para fins contábeis.

definindo custos do produto
Foto de Karolina Grabowska no Pexels

3. Forme o preço de venda

A partir do momento que se tem o custo unitário de cada produto é a hora de formar o preço de venda.

O que pode ser feito por meio do markup, que nada mais é do que um fator multiplicativo que se aplica sobre o custo unitário para se ter o preço final.

Para encontrar o markup, é usada a seguinte fórmula:

cálculo de markup

Assim, com o valor do makrup definido é preciso fazer a seguinte multiplicação para se chegar na precificação de produtos.

  • Preço de venda = markup x custo

Dessa forma, terá se encontrado o preço sugerido para a venda do produto, mas é importante entender que esse valor não é absoluto e é possível realizar alguns ajustes no valor na margem de lucro para se encontrar um outro preço.

Por isso, é interessante que também haja uma análise dos preços dos concorrentes para entender se conseguem oferecer o mesmo produto com qualidade similar por um preço menor ou se estão cobrando um valor mais alto.

Assim, após todas essas análises, pode-se de fato fazer a precificação de produtos com base no valor que o markup deu e os estudos de mercado realizados.

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